There was something about that kiss. There was something about the way he kissed you, quick, and certain it would happen again. Certain it wasn't the last time.
That day hadn't turned out the way you thought it would, at all. One minute you were walking, laughing with your friends and the other you looked up, crossed his eyes, and he sent you that smile that would make you smile without even realising.
Suddenly you were talking. Suddenly he was Hugging you. Suddenly you were hugging him back. Suddenly you couldn't look away from his eyes, and suddenly you couldn't stop talking to each other.
Suddenly a whole day had passed, and you didn't feel like you had missed a moment.
Suddenly you were in an airplane and He was right next to you, and you were still talking. You were confortable, laying your head in his shoulder, playing with his hands and once in a while laughing about something he said. Other times, silence would feel enough.
Next to you there were many people who you had traveled with, and once in a while, you would turn to their side, talk, laugh, talk some more, he would join you, and later you would go back to how it was before.
Suddenly, the plane landed, he looked at you and smiled while you said "We are home!".
He helped you get up, held your waist and with one hand in your neck, kissed you.
There was something about the way it felt like something that should have happened before. Something about the way he looked at you, and something about the way he smiled at you.
And then, You woke up.
Mostrando postagens com marcador Dreams. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dreams. Mostrar todas as postagens
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Coelhinho Cor-de-Rosa.
As imagens eram meio borradas no começo. Como se os olhos marejados não deixassem que as coisas ficassem claras. Como se era para ser assim, um borrão.
Ele sabia que esse tipo de coisa acontecia, e ele ja havia vivenciado aquilo milhares de vezes. Mas por alguma razão, dessa vez foi diferente.
- Aqui, fique com isso. Ele queria terminar...ele queria que você terminasse.
Era um coelhinho desenhado e recortado, mas sem as orelhas. Só o que viu, foram as mãos de um alguém, naquele momento indiferente, entreguando-as. Ele ainda as estava fazendo, antes do 'grande dia', com a intenção de que ao terminar, fosse possível movimenta-las. A única parte do desenho/recorte que ele poderia mexer para todos os lados.
Ele lembrava daquele garotinho de cabelos escuros e um sorriso de criança no rosto, pintando esse coelho. Era uma das poucas imagens que lembrava e que sabia que nunca conseguiria esquecer. Um recorte simples, aos poucos criando forma, sendo feito por um garotinho de só 5 anos, que se encontrava naquela cama de hospital o tempo todo. E a risada que aquele menino deu naquele momento era uma coisa que nunca se apagaria. Não haveria como, e não haveria porque.
Ele mesmo, ainda estava com aquela roupa descartável verde. Impregnada de cansaço e misturada com sangue e decepção. Não se deu o trabalho de trocar. Não houve tempo e não houve vontade.
Ele ainda estava naquela sala, com um coelhinho cor-de-rosa mal terminado em suas mãos, que parecia pedir um final. Como se fosse a última coisa que faria por aquele garotinho de buchechas rosadas.
As orelhas do coelho estavam descartadas num canto daquele quarto branco. A única coisa que parecia dar cor àquele lugar. E então o tempo passou como se os segundos tivessem se transformado em horas num piscar de olhos. Não existia uma memória de ter terminado aquele recorte, nem como o fez ou aonde o fez. Só o que sabia é que havia o feito.
Só o que sabia é que estava do lado de fora daquele lugar que parecia não deixa-lo respirar. E que a noite estava linda. O céu estava lindo. Como a muito tempo não parecia estar.
Olhos doídos e molhados encaravam uma noite escura de estrelas e Lua cheia. O sorriso se formou curto, como se ao olhar para cima, ele pudesse ver aquele garotinho.
Tirou a touca que ainda cobria seu cabelo, deixou o vento tornar mais fácil a respiraração, e enquanto segurava aquele coelhinho cor-de-rosa, levou sua mão até a boca e mandou um beijo para o céu.
E então eu acordei.
Ele sabia que esse tipo de coisa acontecia, e ele ja havia vivenciado aquilo milhares de vezes. Mas por alguma razão, dessa vez foi diferente.
- Aqui, fique com isso. Ele queria terminar...ele queria que você terminasse.
Era um coelhinho desenhado e recortado, mas sem as orelhas. Só o que viu, foram as mãos de um alguém, naquele momento indiferente, entreguando-as. Ele ainda as estava fazendo, antes do 'grande dia', com a intenção de que ao terminar, fosse possível movimenta-las. A única parte do desenho/recorte que ele poderia mexer para todos os lados.
Ele lembrava daquele garotinho de cabelos escuros e um sorriso de criança no rosto, pintando esse coelho. Era uma das poucas imagens que lembrava e que sabia que nunca conseguiria esquecer. Um recorte simples, aos poucos criando forma, sendo feito por um garotinho de só 5 anos, que se encontrava naquela cama de hospital o tempo todo. E a risada que aquele menino deu naquele momento era uma coisa que nunca se apagaria. Não haveria como, e não haveria porque.
Ele mesmo, ainda estava com aquela roupa descartável verde. Impregnada de cansaço e misturada com sangue e decepção. Não se deu o trabalho de trocar. Não houve tempo e não houve vontade.
Ele ainda estava naquela sala, com um coelhinho cor-de-rosa mal terminado em suas mãos, que parecia pedir um final. Como se fosse a última coisa que faria por aquele garotinho de buchechas rosadas.
As orelhas do coelho estavam descartadas num canto daquele quarto branco. A única coisa que parecia dar cor àquele lugar. E então o tempo passou como se os segundos tivessem se transformado em horas num piscar de olhos. Não existia uma memória de ter terminado aquele recorte, nem como o fez ou aonde o fez. Só o que sabia é que havia o feito.
Só o que sabia é que estava do lado de fora daquele lugar que parecia não deixa-lo respirar. E que a noite estava linda. O céu estava lindo. Como a muito tempo não parecia estar.
Olhos doídos e molhados encaravam uma noite escura de estrelas e Lua cheia. O sorriso se formou curto, como se ao olhar para cima, ele pudesse ver aquele garotinho.
Tirou a touca que ainda cobria seu cabelo, deixou o vento tornar mais fácil a respiraração, e enquanto segurava aquele coelhinho cor-de-rosa, levou sua mão até a boca e mandou um beijo para o céu.
E então eu acordei.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Estavamos, eu e você, na frente de uma escada. Aquela que insistiamos em descer pelo corrimão quando menores. Ou, em que costumavamos ficar sentados, conversando quando não havia ninguém por perto.
E enquanto você olhava para mim, ao lado das salas de aulas em que viviamos invadindo, eu vi um filme nosso.
Uma coleção de histórias, como um flashback, mas ao mesmo tempo diferente. Estava bem a frente de meus olhos, de seus olhos. Em tamanho real. E era como se estivesse revivendo todos aqueles momentos. Um por um.
Vi você com aquela anotação que havia feito para me parabenizar. Nos vi sentados no banco falando de tudo e nada. Me vi do seu lado, tentando ajudar de alguma forma, quando a pressão foi grande demais e ao chorar, me pediu apoio. Eu vi nós dois, duas crianças, dois melhores amigos, lado a lado. Quando ainda podia dizer que estavamos lado a lado.
No final daquele filme, eu estava imóvel. Com os olhos vidrados naquela história. Com o corpo congelado. Não sei dizer o que pensava no momento. Na verdade, não sei dizer o que sentia no momento.
Então apareceu um homem. E enquanto as imagens iam passando, abriu um livro. E todas as nossas memórias foram colocadas nele. Todas as nossas conversas, as nossas piadas, ou viagens. Tudo. Não sobrou nada.
Fechou - o e foi embora.
Você me olhava como se pedisse para que eu não deixasse. Para que o impedisse. Como se esperava uma reação minha.
Continuei intacta. Deixei que ele fosse.
E então eu acordei.
E enquanto você olhava para mim, ao lado das salas de aulas em que viviamos invadindo, eu vi um filme nosso.
Uma coleção de histórias, como um flashback, mas ao mesmo tempo diferente. Estava bem a frente de meus olhos, de seus olhos. Em tamanho real. E era como se estivesse revivendo todos aqueles momentos. Um por um.
Vi você com aquela anotação que havia feito para me parabenizar. Nos vi sentados no banco falando de tudo e nada. Me vi do seu lado, tentando ajudar de alguma forma, quando a pressão foi grande demais e ao chorar, me pediu apoio. Eu vi nós dois, duas crianças, dois melhores amigos, lado a lado. Quando ainda podia dizer que estavamos lado a lado.
No final daquele filme, eu estava imóvel. Com os olhos vidrados naquela história. Com o corpo congelado. Não sei dizer o que pensava no momento. Na verdade, não sei dizer o que sentia no momento.
Então apareceu um homem. E enquanto as imagens iam passando, abriu um livro. E todas as nossas memórias foram colocadas nele. Todas as nossas conversas, as nossas piadas, ou viagens. Tudo. Não sobrou nada.
Fechou - o e foi embora.
Você me olhava como se pedisse para que eu não deixasse. Para que o impedisse. Como se esperava uma reação minha.
Continuei intacta. Deixei que ele fosse.
E então eu acordei.
Assinar:
Postagens (Atom)