terça-feira, 25 de outubro de 2011

Never takes too long.

Stay where you are. Just stay.
Don't move a foot. Don't let a second take any kind of moment from you. Stay still.
Hold yourself.
Hi.
Don't. Don't let anything from this get to your mind.
You have to stop not coming.
No, I don't. I don't.
How can this talk be with the same person who does those things?
No.
Remember. Remember.
Remember what?
I will only go if you go.
Remember the nice things he said? The things that made you actually feel something that you hadn't for so long?
No.
Remember. Remember.
You have the most beautiful voice I have ever heard.
No. Don't remember.
No, remember. Remember.
You don't make any sense.
Am I supposed to remember or forget?
Remember, remember.
That no matter what he does or how he always come back, no matter what he says or how he looks at you, nothing else matters, nothing, so just remember.
Remember.
Remember he is in love with someone else.

"But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down
You're on to me, on to me, and all over...
Something always brings me back to you.
It never takes too long".

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A messy, messy thought.

Nunca fez sentido. Nunca vai fazer sentido. E, talvez, essa seja, afinal, a razão.
As coisas não fazem sentido. Elas só acontecem.
Em meio a procura por respostas, tudo o que nós vêmos, é o que não importa. Porquês.
Não, não se sabe o porquê. Não, você não vai encontrar um porquê. Não, não adianta procurar um porquê.
Não, chorar não vai colocar seu porquê com mais palavras ou significados.
Não.
As razões, elas nunca realmente se explicam. Elas acontecem enquanto nós estamos atrás de outras razões.
A questão é simples - A vida, ela não é porquês. Não é explicação.
Ela só é.
É aquilo que você não vê, enquanto procura respostas.
São os pedaços bagunçados.
Pedaços que tomam forma, quando você não sabe onde estão. Quando precisam de encaixe.
E é como diria Mitch,
Se não fosse assim, seria de outro jeito.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

De um roteiro sem nexo.

 Ela tinha uma teoria maluca. A verdade, é que ela sempre tinha uma teorica maluca. Um porquê movido por ideias e pensamentos que, na maior parte do tempo, não fazia sentido nenhum. Um porquê com argumentos incoerentes e conversas sem pausa para um gole de ar, procurando sempre uma resposta, não importando qual fosse.
 A outra verdade, é que ela sempre tinha verdades. Milhares delas. Verdades mentirosas, verdades impostoras, verdades verdadeiras...Verdades necessárias para poder seguir em frente. Mesmo que, no fim, não fosse verdade alguma. Por isso criava teorias. Eram verdades inventadas misturadas com perguntas que lhe davam alguma resposta. Por mínima que fosse.
 Essa era sua teoria - A vida seguia como se fosse num filme. Cada um era o personagem principal de sua própria vida e, a vida de cada pessoa, era movida pelos personagens que faziam parte dela. Existiam os personagens fixos, os figurantes e os personagens secundários, como em todo filme. Ela sabia ser o personagem fixo do filme de algumas pessoas - de algumas poucas pessoas. Sabia que provavelmente também era a figurante que aparecia numa foto desconhecida, ou passando por uma estação de trem no exato momento de uma despedida.
 O que havia levado tempo para perceber, em meio a todos aqueles sorrisos e todas aquelas risadas e todo aquele roteiro improvisado, era que ela, de fato, era um personagem secundário na vida dele. Ela era aquela garota, a qual o cara sempre volta quando o personagem principal vai embora, ou o abandona, ou então morre. O personagem secundário que estaria lá enquanto fosse necessário, ou enquanto o personagem principal desejasse. O personagem que assistiria o principal conhecer um novo personagem, um fixo e, mais uma vez, seria colocado de lado até o momento apropriado. O momento apropriado que poderia aparecer a qualquer momento e que poderia parar de aparecer a qualquer momento.
 Ela havia descoberto o quão dolorido era ser o personagem secundário na vida de alguém quando esse alguém, era personagem fixo na sua. De novo.
 Quando ela começou a prestar atenção nesse tipo de personagem, ela passou a perceber um ponto importante - vez ou outra, eles iam embora. Não porque o principal encontrou outro personagem fixo, ou porque o principal simplesmente não queria mais. Vez ou outra, o personagem secundário ia embora por vontade própria. Por desejar ser algo mais do que só o coadjuvante. Por desejar encontrar algo fixo em seu próprio filme. Por perceber que era errado. As vezes esse personagem secundário até ganhava um filme próprio.
 Dentre todas as suas teorias e elaborações de ideia sem nexos, ali estava um fato. Ia embora quem desejasse. Ia embora quem tivesse a coragem. Coragem de deixar para trás uma história, quem tivesse coragem de não deixar mais nenhuma vírgula passar. Ia embora aquele que procurava e encontrava, enfim, seu ponto final. Ia embora quem estava atrás de um novo parágrafo, num novo capítulo. Ia embora quem conseguisse dizer adeus. Eles iam embora. Simplesmente iam embora, apesar de tudo que os prendia e os pedia para ficar.
 E ela o fez.
 Quebrou uma vírgula ao meio e transformou num ponto final.
 E num último clichê, juntou os pedaços daquela vírgula quebrada e olhou uma última vez. Jogou os cacos no chão e seguiu com apenas um resto - aquele que formava o ponto final.
 E foi embora.
 Carregando no bolso apenas um adeus dolorido.

"I felt a piece of my heart break,
 But when you're standing at a crossroad,
 There's a choice you gotta make.

 I guess it's gonna have to hurt,
 I guess I'm gonna have to cry,
 And let go of some things I've loved,
 To get to the other side,
 I guess it's gonna break me down,
 Like falling when you try to fly,
 It's sad, but sometimes moving on with the rest of your life,
 Starts with goodbye".

domingo, 11 de setembro de 2011

11/09/2001

"My boyfriend was in the Twin Towers during 9-11.
He called me to say he loved me and to look in his bedside table. Crying I found a small black box.
He told me to open it. His last words were 'I love you and always will, even when I'm nolonger here. Marry me?"
I still haven't taken off that ring.
His love even when he knew it was over GMH".

It was a tragedy. That day is known, and always will be kown, as a disaster.
But don't forget to smile for them. When you lose someone, you realise that everything has a new form. Everything you lived together deserves a smile. Deserves to never be forgotten.
For those who lost that everything, I am sorry.
No matter how hard and impossible feels to live without your everything, just remember - at one point, you had that everything. And for that, only, that everything deserves your smile.
Even if it is mixed with your tears.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Possibilidades e Probabilidades

Em um momento de pseudo-depressão pré-vestibulanda eu me encontrei lendo fatos sobre possibilidades e probabilidades.
Sabia que 1 em cada 5 pessoas, morrem de doenças no coração? Ou que, 1 em cada 7 pessoas morrem de algum tipo de cancer? 1 em 23 morrem de infarto, 1 em 36 em algum tipo de acidente - seja ele qual for -, 1 em 100 por um acidente em um veículo, 1 em 121 de auto-mutilação ou suicídio e que, nós temos uma artéria - aorta - a qual, se você de alguma forma machucar, a probabilidade de um aneurisma é muito grande?
Foi então que percebi - a probabilidade de algo nos acontecer ao longo de nossa vida está em cada esquina, por mais impossível que aparente ser. Um marinbondo entrou no carro de um homem e, enquanto tentava mata-lo com uma prancheta, ele bateu numa árvore e quase morreu. A árvore se partiu ao meio.
O fato é, com todas essas probabilidades, nós estamos vivos. Nós estamos vivos, independente dos defeitos que encontramos em nós mesmos, independente dos defeitos que os outros colocam em nossa cabeça. Nós estamos vivos, quando existem milhares de chances para que não estejamos. Nós poderiamos viver com medo. Medo do perigo quando o perigo é tudo.
Entretanto, você é um em cada um milhão que não passa fome de noite. Ou um em cada um milhão que nasceu e sobreviveu. Você é um dos 6 em cada acidente que poderia tirar sua vida, mas não tira.
A grande questão é essa - porque nós temos tanto medo de viver, quando já é tão difícil estarmos vivos no sentido físico, coração batendo e ar chegando ao cérebro? Quando as probabilidades de sermos nós o próximo acidentado nunca é menor?
Há pouco tempo, li um livro - "Um dia" - e ele colocou uma visão completamente diferente quanto ao tempo, para mim. O tempo passa muito mais rápido do que nós pensamos passar. Que, hoje, eu tenho 18, mas em pouco tempo, vou acordar tendo 40 e que, não importa o que eu viva, 3/4 do que eu viver, depende simples e puramente de mim. A decisão de fazer o que você deseja é sua e de mais ninguém, por maior que seja a pressão e expectativa de quem está ao seu lado. As pessoas com quem você convive - pelo menos a grande maioria - são de escolha sua. Que, o que quer que as pessoas falem sobre você, o que quer que elas não gostem, o que quer que elas esperem de você - é problema delas. E daí se você está acima do peso ou abaixo? Você está saudável? Perfeito. E daí se seu nariz é maior do que o da maioria? É parte de quem você é. Cada pedaço seu, é uma parte tão perfeita e tão certa que existe por uma razão. Você está vivo, apesar de todas as possibilidades e probabilidades contra isso. Você vai fazer o que? Viver com medo?
Então, quando você acordar um dia, com seus 40 anos, você não vai ter ninguém além de si mesmo para culpar.
Viva da sua forma.
O resto é resto.
O resto não importa, porque, o que importa, não é resto. E, para os que importam -
Eles não vão se importar.
Erre por aprendizado seu.
Não por culpa de outros.
Você está vivo, mesmo com cada esquina conspirando contra.
Então, viva.

domingo, 26 de junho de 2011

Someone like you.

I hate to forget. I hate it. Most of all, I hate needing to forget. I hate when I have to forget. But, besides hating to forget, I hate to remember.
I get stuck by moments I lived with someone. It might be a simple moment or something big, but usually, it's - in all the same - a moment that I define as not able to be translated to words, because it was simply great.
But then, I get hurt. By the person with who I lived that incredible moment with. And suddenly, I am stuck by that great moment we lived before. And all that person did that hurt me, is blocked away by that moment we lived together. Because I simply can't forget. Because I find it hard to believe that, someone with who I shared that moment that got stuck inside me, would do something that ends up hurting me.
It feels like a cicle. Someone hurts me deeply. But before that, something incredible happens between that person and I. And all I can think about, is that moment we had together and how is it possible for that person to be the same person that hurt me. I see the moment above the hurt. Even knowing I shouldn't. Even trying really hard not to.
I simply hate not talking to you. I hate that I had to delete all of your messages. I hate that I have to remember myself, everytime, the reason why I should not go talk to you. I hate it. I hate the fact that you, the guy that said all the things you said to me, is the same guy that - in a way - broke my heart. I hate it. I hate how you always find a way back, when I feel like I am close to the done point. I hate the fact that the sweet guy I met, is also, the same not sweet guy to other people; to people that should matter the most. I hate how you always come back saying the right things and smiling that smile of yours. I hate how I get drowned by your eyes. I hate it. I hate knowing the right thing to do, is to say goodbye to you.
I hate having to keep forgetting. I hate having to stop myself from remembering. I hate how I always end up being that girl, no matter how much I try not to.
It hurts. It hurts to forget.
It hurts to remember.
It hurts being stuck in moments.
When those moments, are the moments I had with you.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu acho que nós nunca imaginamos que o tempo realmente vá passar. Quero dizer, nós sabemos que ele passará e nós até sabemos quando ele vai passar, como se estivessemos numa rodoviária esperando para pegar um trem, com hora marcada. Mas acho que nunca realmente nos damos conta de que o tempo, de fato, anda e passa até que, de repente, você se vê saindo daquele trem sem nem ao menos lembrar de ter entrado nele em primeiro lugar.
O que eu nunca havia realmente notado é que, existe um ponto nessa viagem - na verdade, no final desta viagem - quando o trem para e você precisa descer, para que outras pessoas subam e sigam suas próprias rotas, na qual você percebe que... você não quer descer. E por um momento - um breve momento - todas as pessoas, todos os momentos, tudo o que você não disse, os arrependimentos, passam por você como se nunca mais fosse possível voltar, antes mesmo dos seus pés tocarem o chão.
E então, você percebe, ao olhar para o trem e assistir mais e mais pessoas subindo, que não existe mais retorno e que, talvez, tudo o que você deixou naquele trem, ficará perdido com ele. E, de certa forma, isso é incontrolável.
Mas, apesar disso, você nunca vai se esquecer do que quer que ficou naquele lugar que você deixou. E, não importa se você perdeu o que não queria ou até mesmo se deixou algo que não foi de escolha sua - as memórias sempre serão suas. E também serão as palavras.
Até mesmo aquelas as quais você nunca disse ou teve coragem de dizer. Não importa o tempo que passe ou quanto ainda há para passar. Não importa o quanto passou. Porque, independente do tempo, para palavras, nunca é tarde demais.
Nunca vai ser.

 "Can the child within my heart rise above?
  Can I sail through the changing ocean tides?
  Can I handle the seasons of my life?

  Well, I've been afraid of changing cause I've
  Built my life around you
  But time makes you bolder
  Even children get older
  And I'm getting older, too"